- Jyotisha (Jyotish) é a astrologia hindu, ligada à tradição védica, e usa o zodíaco sideral.
- O mapa combina 12 signos (rashis), o ascendente (lagna), 9 planetas (grahas), 27 mansões lunares (nakshatras) e os ciclos chamados dashas.
- Um mapa depende de dados exatos de nascimento: data, hora e cidade. Poucos minutos de diferença podem mudar o ascendente.
De onde vem o Jyotish
Jyotisha vem de uma palavra sânscrita ligada a “luz” e “corpo celeste”. Na tradição, é um dos seis Vedangas, as disciplinas auxiliares dos Vedas. Os textos mais antigos, como o Vedanga Jyotisha, tratam sobretudo de medir o tempo e fixar as datas dos rituais: não falam de horóscopo nem de profecia.
A astrologia de mapas individuais, como conhecemos hoje, se formou nos primeiros séculos da era comum, com influência da astrologia grega transmitida à Índia (o Yavanajataka é uma tradução do grego para o sânscrito, do século II). Entre os textos clássicos mais citados estão o Brihat Parashara Hora Shastra, uma obra composta cujos capítulos datam do século VII ao fim do século VIII, e o Saravali, de cerca do ano 800.
O que o mapa védico observa
- 12 rashis (signos): Mesha (Áries), Vrishabha (Touro), Mithuna (Gêmeos), Karka (Câncer), Simha (Leão), Kanya (Virgem), Tula (Libra), Vrischika (Escorpião), Dhanu (Sagitário), Makara (Capricórnio), Kumbha (Aquário) e Mina (Peixes), de 30° cada.
- Lagna: o ascendente, o ponto do zodíaco que nascia no horizonte leste no momento e no local do nascimento. É o ponto de partida das 12 casas. Veja Lagna, Rashi e Nakshatra.
- 9 grahas: Sol, Lua, Marte, Mercúrio, Júpiter, Vênus, Saturno e os nodos lunares Rahu e Ketu. Veja os nove planetas.
- 27 nakshatras: as “mansões lunares”, divisões de 13°20′ do zodíaco ligadas ao caminho da Lua. Veja os 27 nakshatras.
- Dashas: períodos planetários que organizam a vida em fases. O sistema mais usado é o Vimshottari. Veja Dasha Vimshottari.
Zodíaco sideral e tropical: a diferença principal
A astrologia ocidental costuma usar o zodíaco tropical, que começa no ponto do equinócio de março (0° de Áries) e acompanha as estações. A astrologia védica usa o zodíaco sideral, medido contra as estrelas fixas. Como o equinócio se desloca lentamente em relação às estrelas (a precessão dos equinócios, cerca de 50 segundos de arco por ano), os dois zodíacos se afastaram. Esse afastamento é corrigido pelo ayanamsha.
O ayanamsha mais usado na Índia é o de Lahiri (também chamado Chitrapaksha), e seu valor passa de cerca de 24° nos anos 2020. Na prática, isso faz com que muita gente tenha, no mapa védico, um signo diferente do que conhece pela astrologia ocidental: o Sol, por exemplo, costuma estar no signo anterior.
Outras diferenças em relação à astrologia ocidental
- Os nakshatras e os dashas são centrais na astrologia védica e não existem da mesma forma na ocidental.
- A astrologia védica geralmente não usa Urano, Netuno e Plutão.
- A Lua tem papel de destaque: o signo e o nakshatra da Lua são lidos com tanto peso quanto o do ascendente.
- A compatibilidade entre duas pessoas segue um método próprio de pontuação, o Ashtakuta.
O que você precisa para ter o seu mapa
Um mapa védico depende de dados exatos: data, hora e cidade de nascimento. Poucos minutos de diferença podem mudar o ascendente e, com ele, as casas do mapa.
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